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PRÊMIO INTERNACIONAL TERESA DE JESUS E O DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO

A escolha não foi fácil. Apresentaram-se mais de 40 trabalhos procedentes de 9 países: Espanha, Portugal, Itália, Romênia, Alemanha, Eslováquia, Brasil, Argentina e México. Estes trabalhos relacionaram a figura e o pensamento de Santa Teresa com as grandes tradições religiosas: judaísmo, islamismo, hinduísmo, budismo, assim como diversos trabalhos em relação com a espiritualidade ortodoxa.

O Júri, composto por membros da Fundação CITeS, assim como por especialistas espanhóis e estrangeiros no  diálogo inter-religioso, ressaltou a grande qualidade dos ensaios apresentados e, com a data de 31 de julho, deu a conhecer o nome dos trabalhos ganhadores.

“Não foi nada fácil a avaliação”, afirmou um membro do Júri residente em Hong Kong. Além da grande surpresa de receber tantos trabalhos, a qualidade dos mesmos foi a tônica mais importante por parte dos membros do Júri.

O primeiro prêmio foi outorgado ao ensaio intitulado Santa Teresa de Jesus: contribuições ao diálogo inter-religioso e interfaces com o hinduísmo moderno, através da Yoga de Swami Sri Yukteswar e de Paramahansa Yogananda” da Dra. Lúcia Pedrosa-Pádua, professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio); Doutora em teologia sistemática (PUC-Rio), licenciada em teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Belo Horizonte) e em economia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Coordena o Ataendi-Centro de Espiritualidade da Instituição Teresiana no Brasil, dedicado à formação humana e cristã de leigos.

Também foram dados 4 segundos prêmios aos trabalhos intitulados:

1-“Saint Theresa Of Jesus, Doctor Of Hesychastic Prayer. The Reception of Saint Teresa of Jesus in Romania”;

2- “Nello splendore della Teofania del Dio vivente”;

3-“The catholicity of mysticism: ineffability and knowledge in Teresa of Ávila and Sri Aurobindo’s writings”;

4- “Teresa D’Avila e Śāntideva Confronto tra il Commento al Padre nostro di Teresa e la liturgia Mahāyāna dell’anuttara-pūjā di Śāntideva”.

O primeiro deles é do romênio Dinus Marius Ciprian, Doutor em Teologia e Professor na Facultade de teologia ortodoxa da Universidade de Bucareste.

O segundo, centrado no diálogo judeo-cristão, é da Carmelita Descalça italiana Cristiana Dobner. Colaboradora do Observatório Romano, doutorada em Filosofia  e na escola de tradução moderna da Universidade de Trieste; é Mestra em Estudos da Diferença sexual, da Universidade de Barcelona; e doutora em Teologia Oriental. Autora de numerosos livros e artigos centrados na espiritualidade carmelitana e no  diálogo inter-religioso e ecumênico.

O terceiro trabalho pertence à Dra. Maria-Teresa Teixeira, doutora em filosofia contemporânea pela Universidade de Lisboa, e investigadora da Universidade de Coimbra.

O quarto trabalho pertence ao italiano Luigi Luprano e centra seu trabalho no âmbito do diálogo com o budismo.

E, embora não estivesse previsto nas bases do concurso, o Júri decidiu outorgar um prêmio especial para valorizar a originalidade e criatividade dos ensaios. Neste caso, o trabalho eleito tem por  título “La paloma a la luz de la Trinidad”, estudo  que compagina o diálogo com a espiritualidade ortodoxa, e com a realização de um ícone original  que mostra Teresa de Jesus  invadida pela Trindade.

Todos estes trabalhos, assim como um bom grupo dos apresentados ao concurso, entrarão a formar parte de uma nova coleção de estudos e de investigação.

A entrega dos prêmios se deu no dia 26 de setembro, véspera da data de proclamação de Santa Teresa, Doutora da Igreja, durante o Congresso Mundial Santa Teresa, Patrimônio da Humanidade. Ao Primeiro Prêmio foi entregue uma escultura original de Emilio Sánchez, presente na cerimônia.

 A cerimônia foi presidida pelo Diretor do CITeS, Francisco Javier Sancho. Os prêmios foram entregues pelo Revdo Pe. Agustí Borrel, Vicário Geral da OCD.

(cf. http://www.teresadeavila.net/index.php/es/premio-teresa

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Santa Teresa de Ávila, 500 anos de nascimento

Santa Teresa de Ávila, 500 anos de nascimento.

Santa Teresa de Ávila fez 500 anos de nascimento no dia 28 de março deste ano de 2015. A mística espanhola nascida no século XVI, fundadora da Ordem do Carmelo Descalço e escritora genial desperta interesse. Celebrações, congressos, reedições de suas obras, estudos diversos, peregrinações e festas em todos os continentes marcam este acontecimento. Motivado por este aniversário, o Papa Francisco declarou o Ano Teresiano, que teve início em 15 de outubro do ano passado e será solenemente fechado no mesmo dia deste ano em curso. Espera-se que a vida e a obra desta mulher sejam mais conhecidas no mundo e inspirem uma renovação da vivência cristã, da Igreja e da vida de tantos admiradores e estudiosos da Santa que escolheu chamar-se Teresa de Jesus.

Ser lembrada ao longo de 500 anos e ter sua obra continuamente revisitada é privilégio para poucos. Muitas celebridades conhecem o declínio com a mesma rapidez com que alçam voos. Ao contrário, o V centenário teresiano nos apresenta alguém cuja personalidade é consistente. Teresa é comemorada de coração, com alegria e sem hipocrisia.

No dia 27 de setembro de 1970, o então Papa Paulo VI proclamou Santa Teresa de Ávila como Doutora da Igreja, junto com Santa Catarina de Sena. Uma declaração assim nunca acontecera antes, jamais uma mulher havia sido oficial e universalmente reconhecida como professora da fé. Através da homilia da Missa do doutorado, é possível perceber as razões fundamentais que levaram Paulo VI a realizar esta declaração. Mencionamos três: a atualidade da mensagem de Santa Teresa sobre a oração, escrita a partir de seu testemunho místico e com fina pedagogia; o reconhecimento da dignidade da mulher e de seu lugar na Igreja, com ênfase em sua importância na transmissão e no aprofundamento da mensagem do Evangelho e da doutrina teológica e espiritual da Igreja; e o seu sentido de Igreja.

O doutorado teresiano abriu outras perspectivas. Houve um florescimento dos estudos literários e doutrinais em torno à obra de Santa Teresa. Abordagens novas aconteceram, como as metodológicas e de conteúdos teológicos. Viu-se que Teresa contribuía para o diálogo inter-religioso e exigia a contribuição de outras disciplinas para a sua compreensão, como a história e a psicologia.

Mas, retomemos as razões do doutorado de Santa Teresa de Ávila, percebidas a partir da homilia do Papa Paulo VI.

A primeira, a oração. De fato, hoje um grande número de pessoas se interessa pelos caminhos de oração e tem em Teresa uma bússola para trilhá-lo. Admiráveis são os símbolos pelos quais ela expressa a sua experiência de oração com Deus, como o castelo interior, a transformação do bicho-da-seda em borboleta, o jardim que precisa ser regado para dar flores perfumadas. Eloquente é a simplicidade da oração, tratada como “amizade” com Deus. Arrebatadoras são as narrativas do grande sentimento de amor que invade Teresa nas experiências místicas. Não apenas cristãos a leem e têm em na Santa de Ávila uma referência nos caminhos do espírito. Torna-se cada vez mais claro que Teresa é patrimônio da humanidade. Pessoas de outras religiões, ocidentais e orientais, e mesmo ateus e agnósticos se interessam por sua pessoa e pela experiência mística que Teresa registra em suas obras, com sinceridade e beleza.

A segunda razão que podemos encontrar no doutorado teresiano diz respeito à importância da mulher na transmissão da fé. As mulheres teólogas têm em Teresa um testemunho vivo de que são não apenas benvindas, mas também necessárias no mundo teológico, milenarmente ocupado pelos homens. Teresa escreveu com humildade, sabedoria e autoridade. Soube convencer e mesmo seduzir os melhores de seu tempo. Ainda assim, não foram poucas as censuras às suas obras. Dou um exemplo. Numa página do livro Caminho de Perfeição, Teresa desabafa, em uma oração, sua indignação diante da situação das mulheres de seu tempo: elas não podem falar em público aquilo que choram em segredo; sentem-se encurraladas e sem saída; os varões se tornam juízes de mulheres. Escrita hoje, esta seria uma página considerada feminista. A censura não a perdoou, riscando veementemente suas linhas. Não fossem os séculos que desbotaram a tinta do censor, não conheceríamos este escrito representativo da mulher consciente, livre, crítica e audaz que foi Teresa de Ávila.

A terceira razão do doutorado teresiano é o sentido de Igreja pela qual Santa Teresa pautava a sua vida. É bem conhecida uma das últimas frases da Santa, em seu leito de morte: “enfim, morro filha da Igreja”. Toda a existência de Teresa, suas obras escritas, a fundação de uma ordem religiosa e de vários conventos foram respostas, criativas e inspiradas, às necessidades e aos males vividos por aquela Igreja do século XVI. A Santa conseguiu motivar, ao seu redor, uma rede de pessoas empenhadas na mesma causa transformadora. Mas nem sempre foi compreendida. Um Núncio apostólico viu nela uma mulher perigosa e incômoda. Em suas palavras, Teresa era uma monja “inquieta e andarilha”. Além disso, considerava-a desobediente e teimosa. Julgou que Teresa inventava más doutrinas com a desculpa de religião. Incomodou-o o fato de ela andar fora da clausura, contra o Concílio de Trento. Não podia aceitar que ela ensinasse como mestra, contra o que diz São Paulo. Duro julgamento, um exemplo de atitudes preconceituosas e misóginas que, acontecidas no interior da instituição, podem abafar muita criatividade e novidade.

Hoje, temos o reconhecimento pleno e alegre da santidade e sabedoria desta mulher, Teresa de Jesus, uma “andarilha” que convida à desinstalação e ao movimento. Convida a novas dinâmicas interiores – autoconhecimento, transformação interior e ética, abertura a Deus e às pessoas. Convida a novas dinâmicas no interior da Igreja – com criatividade, fidelidade e relações de respeito e reconhecimento. Convida a novas dinâmicas no mundo – para ela, o mundo está “pegando fogo” e por isso exigia o compromisso de cada um. Boa maneira de celebrar os 500 anos desta grande mulher é, como ela, abrir-nos a dinâmicas novas ao nosso redor e dentro de nós.

Lúcia Pedrosa-Pádua

Teóloga e teresianista, professora da PUC-Rio

Missa de Santa Teresa – Abertura do Ano Teresiano

A Celebração Eucarística de Santa Teresa, no dia 15 de outubro, aconteceu na Capela N. Sra. de Nazaré, no Horto. Comunidade de pessoas abertas, alegres, amigas da fraternidade. Lá, uma equipe do Ataendi anima o Círculo Bíblico “Grupo de Jesus” todas as quartas-feiras. Foi uma celebração participada, com muita alegria, oração, música e um lanche gostoso, preparado pela comunidade. O Pe. Magno, orionita, presidiu a celebração.

Nesta Missa, abrimos aqui o Ano Jubilar Teresiano. Teresa nasceu em 1515 , em 2015 fará 500 anos de nascimento.  Por isso o ano jubilar iniciou-se no dia 15 de outubro deste ano e terminará no dia 15 de outubro de 2015. É todo um ano para conhecermos mais esta grande mulher que, segundo Pedro Poveda, é “eminentemente humana e toda de Deus”. O Papa Francisco, na abertura do Ano Teresiano, escreveu que “na escola da santa andarilha aprendemos a ser peregrinos”. Ela ensinou um caminho para Deus que nos ensina a irmos, de morada em morada, em direção a Ele e, ao mesmo tempo, em direção a todos os homens e mulheres. Papa Francisco nos convida a nos perguntar:

“Por quais caminhos o Senhor quer nos levar através do caminhar de Santa Teresa”?

Que, neste ano teresiano, possamos, com todos da capela do Horto, descobrir estes caminhos.

As fotos da Missa de Teresa podem ser vistas abaixo:

 

Santa Teresa: mística para o nosso tempo

Santa Teresa: mística para o nosso tempo

Santa Teresa D’Ávila, ou Santa Teresa de Jesus, é uma mulher fascinante. Quase tudo o que sabemos dela nos vem através de sua própria pluma. Em suas obras deixou-nos sua vida, seu pensamento, seus sentimentos. Por isso sua pessoa segue seduzindo, impressionando e oferecendo possibilidades distintas de leituras e interpretações. Quem se atreverá a dar a última palavra sobre ela?

Uma das grandes místicas do Ocidente. Atuante no seu tempo histórico, com inúmeras obras escritas, poesias e um espetacular epistolário. Empenhou-se na obra de reforma do Carmelo e fundação do Carmelo Descalço. Propôs um estilo de vida cristã simples, orante e operante, baseado na amizade com Deus. Em 1970, a Igreja Católica a declarou Doutora da Igreja.

Entre suas obras principais encontramos Livro da Vida, Fundações, Caminho de Perfeição e Castelo Interior ou Moradas, livros publicados ininterruptamente até a atualidade, em inúmeras línguas no Ocidente e no Oriente.

Nasce na cidade de Ávila, Espanha, no século XVI. Vive um tempo de grande poder político e econômico espanhol. Para as mulheres audazes, orantes e atuantes como Teresa, eram tempos difíceis, “recios”. Sua obra se desenvolve em um contexto oficial radicalmente anti-feminista, que, segundo suas palavras, desconfia de toda virtude de mulher. A Inquisição sequestra seu Livro da Vida durante doze anos e a interroga em Sevilha (75/76).

Enfrentou inúmeros desafios em seu tempo, mas soube viver e abrir um corajoso caminho de vida e oração. Suas imagens e símbolos atravessam os séculos. Teresa traduz, de maneira muito humana, cálida e estimulante, a relação entre mística e ação, e a vocação de todos e todas ao diálogo com Deus.

Por tudo isso, e mais, ela pode estimular a mística para o nosso tempo.

Lúcia Pedrosa

Aberto o Ano Teresiano: V Centenário do nascimento de Santa Teresa

O Ano Teresiano foi aberto pelo Papa Francisco, em Ávila, no dia 15 de outubro de 2014 e irá até 15 de outubro de 2015.

É tempo de celebrar Santa Teresa e aprofundar o sentido dela para a Instituição Teresiana.

Veja matéria, na língua da Santa de Ávila, em

http://www.institucionteresiana.com/es/noticias/eventos/item/2343-s-s-francisco-en-la-escuela-de-la-santa-andariega-aprendemos-a-ser-peregrinos

V Centenário de Santa Teresa

Já temos um site de comemoração do V Centenário de Nascimento de Santa Teresa de Ávila em várias línguas.

http://www.paravosnaci.com/

Clique no link acima para saber sobre a preparação para a V Centenário, as notícias, textos de estudo, blog e muito mais. Aqui apenas um texto ‘aperitivo’ para aguçar a gula de saber….

“Existiu uma vez uma mulher que vivia num tempo em que, mais que hoje, os varões controlavam a história, impelidos por uma insaciável sede de poder que os levava a enfrentar-se em muitas guerras, e a explorar povos inocentes. Viveu atrás dos muros de um convento de clausura, e estando ali chegaram as noticias que falavam de enfrentamentos até entre os que professavam a mesma religião, de pessoas que morriam sem conhecer ao Deus que ela amava.

Assim tocou e sentiu toda a dor do mundo, toda a dor de um tempo, e o contemplava enquanto tinha a sensação de que não podia fazer nada, porque era mulher e só por ser mulher era já uma suspeita, porque quase não podia pronunciar palavra nenhuma, pois que por aqueles que a escutariam não era considerada e também era considerada incapaz.

Essa mulher era Teresa de Jesus que aos 28 de março de 2015 vão se cumprir 500 anos de seu nascimento. Como agora sabemos, e ela também soube que a historia é “manipulada” por uns poucos, mas nunca acreditou que não poderia mudar nada. Talvez esteja aqui a principal diferença entre ela e nós.

Diante de Deus o sentiu como Amigo e Mestre. Como Livro Vivo onde compreender sua própria verdade e a verdade do mundo. Em Cristo, seu Amado, Deus se revelava preocupado pela história, preocupado pelos homens e mulheres de todos os tempos, preocupado por ela.

Teresa soube que, doando a vida por todos, Jesus lhe tinha marcado um caminho e pedia para seguir suas pegadas e que, caminhando com Ele, também ela poderia contribuir para mudar a história, para transformar a cidade terrena em cidade de Deus, para desenhar sobre este mundo o Reino. E se colocou a caminho.

Fundou pequenas comunidades de mulheres engajadas em demonstrar ao mundo que o amor pode mudar o rumo da história. Nela, sua filhas viviam ( e vivem ainda hoje) amando-se umas às outras, capazes de renunciar a tudo em favor dos outros, sem impor-se, sem vencer à tentação da avareza e a preocupação exagerada por nós mesmos que faz com que deixemos de nos preocupar pelos outros, sabendo que cada homem e cada mulher são um companheiro de caminho e que sua vida é uma palavra que tenho que respeitar e escutar.

Celebrar o V° Centenário de Santa Teresa é, sobretudo, um mergulhar para descobrir que entre as cinzas deste mundo ainda existem brasas de outro mundo possível, mais justo e mais humano. Lembrar à Santa vai ter o poder de fazer-te consciente do quanto podes fazer para que mudem as coisas, se te decides a mudar tu também, a optar por uma vida mais simples e mais comprometida, mais em sintonia com o Evangelho de Jesus, o Evangelho do amor.

Assim conseguiremos que o Centenário não seja uma simples “celebração arqueológica”, nem uma fuga romântica a um passado glorioso que se tem saudades, e conseguiremos convertê-lo num tempo de renovação e reativação espiritual, de rejuvenescimento.

Celebrar assim esta efeméride vai nos ajudar, junto com Teresa, a afrontar o presente e o futuro com coragem, com criatividade e com determinação, apostando por um mundo mais justo, mais solidário em que cada pessoa possa descobrir que é única e insubstituível, que é amada e que está chamada a ser feliz, mas que não será se ficar fechada em si mesma e não ser capaz de abrir-se a Deus e aos outros.”

fonte: paravosnasci.com

Lugares Teresianos

Faça uma visita virtual aos lugares que foram importantes na vida de Santa Teresa. No link abaixo, você pode fazer um tour pela Catedral de Ávila.

http://www.lugaresteresianos.com/

 

 

Santa Teresa, mestra da oração

Hoje, 15 de outubro a Igreja comemora Santa Teresa de Ávila. Mestra em oração, Teresa nos ensina a construir uma relação de intimidade com Jesus Cristo, Sagrada Humanidade. Ela é “eminentemente humana e toda de Deus”, mulher determinada, senhora-de-si. Oração “não é senão tratar de amizade – estando muitas vezes tratando a sós – com quem sabemos que nos ama” (Vida 8,5). Oração é um vínculo de afeto e de amizade com Deus – “o essencial não é pensar muito, mas amar muito” (4 Moradas 1,7). É uma experiência da presença viva de Deus, “[...] tamanho sentimento da presença de Deus, que eu de maneira alguma podia duvidar de que o Senhor estivesse dentro de mim ou que eu estivesse toda mergulhada nele” (Vida 10,1). A revelação da Pessoa divina desvela simultaneamente a experiência do próprio interior, que surge como espaço privilegiado (íntimo) de encontro entre o ser humano e Deus.

Na experiência de Teresa, a oração é caminho para o encontro com Deus – uma grande aventura humana. Aventurar-se na oração é ousar, é arriscar-se, sair do lugar-comum, expor-se a Deus para experimentar Deus. Aventurar-se na oração com “determinada determinação” significa uma decisão dinâmica, diária, de não vacilar e não voltar atrás, “aconteça o que acontecer”, “murmure quem murmurar”, “ainda que o mundo venha abaixo” (Caminho 21,2). A aventura teresiana é radical, como a de um paraquedista que se lança ao ar em queda livre, sem possibilidade de retorno – “importa muito começar com esta liberdade e determinação” (Vida 11,15).

Aventuremos a vida!

Selos comemorativos de Santa Teresa

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